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O que vem no laudo do lote de pó de coco e como ler o QR do saco

Os cinco testes do laudo por lote, o que o QR de cada saco abre, o que a etiqueta informa, como conferir cada número contra o contrato e o que o laudo de bancada não cobre.

Atualizado em 2026-09-13

01 · Resposta direta.

O laudo do lote traz cinco medições feitas antes do embarque: condutividade elétrica (CE, extrato 1:5), pH (extrato 1:5), umidade, densidade aparente e granulometria em relação à malha de ~4,1 mm.[3] O QR impresso em cada saco abre esse laudo, mais a origem da casca (fazenda, município e data de coleta), a data de processamento e a foto ou o vídeo do ensaio.[3] Lote fora do limite contratado não embarca.

ParâmetroMétodoComo ler
CEExtração 1:5 em volume, condutivímetro calibradoCompare com o teto do contrato. Natural 0,8 a 1,5 mS/cm, Lavado abaixo de 0,7, Tamponado abaixo de 0,5
pHExtração 1:5 em volume, pHmetro calibradoLiteratura da casca seca crua: 4,9 a 6,0
UmidadePesagem antes e depois da secagemGarantia: no máximo 18 %
Densidade aparenteMassa dividida pelo volume em recipiente graduadoFaixa declarada ~90 a 95 kg/m³; define o peso do saco de 100 L
GranulometriaInspeção visual e conformidade com a malha ~4,1 mmTipo registrado; classificado em peneira rotativa

Métodos conforme a página Qualidade; faixas conforme a ficha técnica do Pó Fino de Coco.

02 · Os cinco testes de bancada.

Entre a casca chegar à fábrica e o saco sair, há seis passos: recepção, processamento, teste de bancada, decisão de embarque, embalagem com etiqueta e despacho.[3] O teste de bancada é o terceiro passo e acontece antes de embalar:

  • Os cinco parâmetros são medidos em todo lote de produção, sem exceção.[3]
  • Cada teste é filmado e o resultado é registrado no sistema de lotes.[3]
  • O resultado é comparado ao limite de aceitação do cliente: dentro do padrão, o lote vai para embalagem; fora, o lote não embarca.[3]
  • Embalagem sem etiqueta QR não é despachada.[3]

03 · O que o QR do saco abre.

  • O resultado dos cinco testes de bancada do lote.[3]
  • A origem da casca: fazenda, município e data de coleta.[3]
  • A data de processamento.[3]
  • A foto ou o vídeo do ensaio de bancada.[3]

Cada lote real tem os próprios valores medidos; o site não publica faixas de catálogo que não venham de medição.[3]

04 · Como ler cada número.

  • CE (1:5). Confira primeiro a proporção do extrato: 1:5 e 1:1,5 dão leituras diferentes do mesmo material.[4] Depois compare com o teto do contrato e com a faixa do tratamento comprado. A casca crua varia de 0,4 a 6,0 mS/cm segundo a EMBRAPA, por isso o número do lote, e não uma média, é o que vale.[1] As faixas por cultura estão em qual CE o pó de coco precisa ter para morango, tomate, mudas e hidroponia.
  • pH (1:5). A literatura da casca de coco seco crua vai de 4,9 a 6,0.[1] O valor é informado por lote, e a correção para a faixa de uso é feita pelo produtor na formulação ou na fertirrigação.
  • Umidade. A garantia é de no máximo 18 % na embalagem. Um lote acima disso não embarca.[3]
  • Densidade aparente. Multiplique por 0,1 para saber o peso de um saco de 100 L: a 95 kg/m³, 9,5 kg. A conversão para litros por kg está em quantos litros rende 1 kg de pó de coco.
  • Granulometria. Classificado em malha ~4,1 mm, com predominância de partículas abaixo de 2 mm. Partículas abaixo de 0,5 mm são indesejáveis porque obstruem os poros de aeração.[2][3]

05 · O que a etiqueta do saco informa.

  • Número do lote e nome do produto.[4]
  • Volume: 100 L.[4]
  • Peso líquido do saco, específico do lote, com tolerância declarada de 5 % para mais ou para menos.[4]
  • Densidade do lote e umidade no momento da embalagem.[4]
  • O QR que abre o laudo. Qualquer saco pode ser conferido em qualquer balança contra o peso da etiqueta.[4]

Para a conta da carga inteira, veja quantos sacos cabem numa carreta e quanto pesa.

06 · O que o laudo de bancada não cobre.

  • Tanino, matéria orgânica, capacidade de retenção de água e análise mineral entram no painel de laboratório externo, feito periodicamente com material de lote, com resultados sob consulta.[3]
  • O condutivímetro lê os sais dissolvidos no extrato. O potássio e o sódio presos no complexo orgânico do coco não aparecem na leitura e só são deslocados por cálcio ou magnésio, segundo Romero.[2] Uma CE baixa não substitui o tratamento certo: veja pó de coco lavado ou natural: qual escolher.
  • O laudo descreve o lote no momento do teste. O valor de referência para qualquer disputa é o do laudo, conferido contra o limite do contrato.[3]

Dados cadastrais e de localização da empresa estão em fatos da empresa.

07 · Perguntas frequentes.

O que significa CE 1:5 no laudo?

Significa que a condutividade elétrica foi medida num extrato de uma parte de substrato para cinco partes de água, em volume. A proporção faz parte do resultado: um extrato 1:1,5 dá números diferentes para o mesmo material. Todas as faixas da Carve (Natural 0,8 a 1,5 mS/cm, Lavado abaixo de 0,7, Tamponado abaixo de 0,5) são no extrato 1:5.

O laudo é por saco ou por lote?

Por lote. Os cinco testes são feitos uma vez por lote de produção, antes da embalagem, e cada saco daquele lote leva a etiqueta com o QR que abre o mesmo laudo. O que muda de saco para saco é o peso líquido, que é conferido na pesagem de cada saco no enchimento.

O que acontece se o lote ficar fora do limite do contrato?

O lote não embarca. Depois do teste de bancada, o resultado é comparado ao limite de aceitação fixado no contrato do cliente; dentro do limite, o lote é aprovado para embalagem; fora, é retido. Embalagem sem etiqueta QR não é despachada.

O laudo do lote inclui tanino e matéria orgânica?

Não no painel de bancada, que cobre CE, pH, umidade, densidade aparente e granulometria. Tanino, matéria orgânica, capacidade de retenção de água e análise mineral entram no painel de laboratório externo, feito periodicamente com material de lote, com resultados disponíveis sob consulta.

Uma CE baixa no laudo garante que o pó de coco está sem sal?

Não. O condutivímetro mede os sais dissolvidos no extrato; o potássio e o sódio presos no complexo orgânico do coco não aparecem na leitura e, segundo Adalberto Romero, só são deslocados por cálcio ou magnésio. Para culturas sensíveis ao sal, o que importa é o tratamento contratado (Tamponado), não apenas o número de CE.

08 · Fontes.

  1. EMBRAPA Tabuleiros Costeiros, Comunicado Técnico 226 (COT-226-19): CE crua 0,4-6,0 mS/cm e pH 4,9-6,0 da casca de coco seco.
  2. Webinar Ing. Adalberto Romero (Science Fetti / El Semillero, Colômbia, 2025): partículas abaixo de 0,5 mm indesejáveis; água não desloca Na/K do complexo orgânico, só Ca ou Mg.
  3. Páginas Qualidade e Pó Fino de Coco da Carve: seis passos, cinco testes de bancada e métodos, conteúdo do QR, decisão de embarque, laboratório externo periódico, faixas por tratamento, umidade máxima 18 %, densidade ~90-95 kg/m³, malha ~4,1 mm.
  4. Procedimento de bancada e de embalagem da Carve: proporção do extrato declarada em todo resultado, conteúdo da etiqueta, tolerância de 5 % no peso líquido.
CARVE
Sobre esta página. Escrita e mantida pela Carve Biorrefinaria Agroindustrial Ltda, produtora de pó e fibra de coco em Paraipaba, Ceará. Os números são reproduzidos como publicados pelas fontes citadas ou como constam nas páginas públicas de produto e qualidade da Carve. Correções e fontes adicionais: [email protected]. Primeira publicação em 13 de setembro de 2026.

Pó fino de coco do Ceará, com laudo por lote e QR em cada saco

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