01 · Resposta direta.
O pó de coco sai de Paraipaba, Ceará, por rodovia, em carreta. Para o norte de Mato Grosso o trânsito fica entre 10 e 15 dias, num percurso da ordem de 2.800 km. Para São Paulo, Rio Grande do Sul e demais estados o prazo é informado na cotação, porque depende da transportadora e da janela de carregamento. A condição padrão é retirada na planta; o frete, quando a Carve contrata, é cotado por destino e por viagem, nunca por tonelada, porque a carga é limitada por volume.
- Origem: planta em Paraipaba, litoral oeste do Ceará.
- Modal: rodoviário; não há cabotagem para o interior.
- Prazo de referência: Ceará → norte de Mato Grosso, 10 a 15 dias em carreta.
- Formato padrão: saco de 100 L de ráfia com QR do lote; fardos prensados para a fibra de coco.
- Valores: não publicados; cotação por destino via contato.
02 · Prazo por destino.
O único prazo já praticado e registrado em contrato é o do corredor Ceará → Mato Grosso. Os demais destinos seguem a mesma lógica (carreta dedicada ou carga consolidada, saída na semana do carregamento), mas o número de dias vem da transportadora escolhida, não de uma tabela fixa.
| Destino | Percurso | Prazo de trânsito | Observação |
|---|---|---|---|
| Mato Grosso (norte) | ~2.800 km | 10-15 dias | Carreta dedicada; prazo registrado em contrato |
| São Paulo (interior e capital) | Rodoviário | Informado na cotação | Caminhões que sobem com carga para o Ceará e voltam vazios a SP são a opção mais comum |
| Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná | Rodoviário | Informado na cotação | Percurso mais longo que SP; carga dedicada ou consolidada |
| Bahia, Pernambuco, Paraíba | Rodoviário | Informado na cotação | Destinos mais próximos da planta; truck ou carreta |
| Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro | Rodoviário | Informado na cotação | Carreta dedicada ou carga consolidada |
Distância e prazo de Mato Grosso: registro contratual da Carve (percurso estimado em mapa rodoviário). Para os demais destinos a Carve não publica dias sem uma cotação em mãos.
03 · Quem contrata o frete.
- Padrão: o comprador retira. A produção não é racionada por pedido; o caminhão do comprador é carregado na chegada, com nota fiscal de venda de insumo agrícola e laudo do lote (o que vem no laudo).
- Sob pedido: a Carve cota. Quando o comprador prefere receber posto, a Carve pede cotação a transportadoras da região para o destino informado e repassa prazo e condição junto com a proposta.
- Retorno de caminhão. Muitos caminhões sobem ao Nordeste com carga geral e voltam vazios ao Sudeste; esse fluxo de retorno é o que costuma dar o melhor prazo e a melhor condição para o Sul e o Sudeste.
- Formuladores com frota própria costumam programar uma carreta por mês e retirar na planta.
04 · Saco, fardo ou granel.
| Formato | Produto | Como viaja | Quando faz sentido |
|---|---|---|---|
| Saco 100 L de ráfia | Pó fino de coco, misto | Empilhado em baú ou carreta sider; QR do lote em cada saco | Padrão; conferência simples, descarga manual, viveiros e paisagismo |
| Fardo prensado | Fibra de coco | Fardos de fibra solta prensada para transporte, peso e volume sob consulta | Indústria de mantas, formuladores, ornamentais (usos da fibra) |
| Granel em baú fechado | Pó fino de coco | Solto, carregado por esteira ou pá; nunca em caçamba aberta | Formuladores com descarga mecanizada e silo; volume mensal em contrato |
| Prensado (enfardadeira) | Pó fino de coco | Compactação de 2:1 a 4:1; blocos de exportação 5:1 | Destinos distantes; definido em contrato |
A umidade importa no frete: o pó fino da Carve sai com umidade máxima de 18 %, o que evita transportar água. Quantos sacos cabem em cada veículo e quanto pesa a carga está detalhado em carreta de pó de coco: sacos e peso; o volume útil que cada quilo rende está em rendimento em litros por kg.
05 · Tipos de caminhão e volume.
O pó fino de coco solto tem densidade aparente de aproximadamente 90 a 95 kg/m³ a 15-20 % de umidade.[1] Com essa densidade, qualquer caminhão enche de volume muito antes de chegar ao limite de peso, e o que decide o custo por saco é a altura útil da carroceria, não a capacidade em toneladas.[2]
| Veículo | Eixos | Graneleira 1,35 m | Sobre-lateral 2,0 m | Gaiola 2,5-3,0 m |
|---|---|---|---|---|
| Truck | 3 | 29 m³ | 42 m³ | 53-64 m³ |
| Carreta | 5 | 50 m³ | 74 m³ | 92-111 m³ |
| Bitrem | 7 | Usado quando o volume mensal justifica; cotado por viagem | ||
Volumes calculados a partir das dimensões de carroceria e das alturas de sobre-lateral e gaiola dentro do limite CONTRAN de 4,40 m; classificação de veículos por eixos conforme a tabela ANTT. Carretas baú de grande volume (na faixa de 140 m³) são usadas por formuladores que retiram carga cheia.
06 · Perguntas frequentes.
Quantos dias leva o pó de coco do Ceará até Mato Grosso?
Entre 10 e 15 dias de trânsito rodoviário, em carreta, para o norte de Mato Grosso, num percurso da ordem de 2.800 km. O prazo depende da transportadora, da janela de carregamento e de eventuais paradas para consolidação de carga.
Quem contrata o frete, a Carve ou o comprador?
Na maior parte dos pedidos, o comprador. A condição padrão é retirada na planta em Paraipaba, Ceará: o caminhão do comprador é carregado na chegada. Quando o comprador prefere, a Carve cota o frete por destino com transportadoras da região e informa o prazo junto com a cotação.
Vale mais a pena comprar pó de coco em saco ou a granel?
Depende de quem descarrega e de como o material será usado. O saco de 100 L de ráfia, com QR do lote, é o formato padrão e o mais fácil de conferir, empilhar e movimentar sem equipamento. O granel em baú fechado só faz sentido para formuladores com pá carregadeira e silo, porque o pó de coco não pode viajar em caçamba aberta e exige descarga mecanizada.
Por que o caminhão de pó de coco enche de volume antes de chegar no limite de peso?
Porque o pó fino de coco solto tem densidade aparente de aproximadamente 90 a 95 kg/m³ a 15-20 % de umidade, segundo a EMBRAPA e a regressão de Manickam & Suresh. Uma carreta de cinco eixos com carroceria graneleira leva cerca de 50 m³, e mesmo com sobre-lateral (74 m³) ou gaiola (92 a 111 m³) a carga chega a poucas toneladas, muito abaixo do limite de peso do veículo. Por isso o frete de pó de coco é cotado por viagem, não por tonelada.
O pó de coco pode ser prensado para reduzir o frete?
Sim. Enfardadeiras de uso doméstico compactam o material entre 2:1 e 4:1, e blocos de exportação chegam a 5:1. Um caminhão que levava 900 sacos soltos passa a levar o equivalente a mais de 2.000 sacos em volume expandido quando a carga vai prensada em torno de 2,5:1. Formatos compactados são definidos em contrato conforme o volume mensal.
07 · Fontes.
- EMBRAPA Tabuleiros Costeiros, Comunicado Técnico 226: densidade aparente do pó da casca de coco seco abaixo de 0,09 g/cm³; Manickam & Suresh (2011), IJEST 3(4): regressão de densidade por umidade e granulometria, que devolve ~90 kg/m³ para a malha ~4,1 mm a 18 % de umidade.
- ANTT, tabela de pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas (classificação por eixos: truck 3, carreta 5, bitrem 7); CONTRAN, altura máxima de 4,40 m para veículos de carga; dimensões de carroceria graneleira, sobre-lateral e gaiola conforme catálogos de implementos e anúncios de mercado.
- Ing. Adalberto Romero, webinar Science Fetti / El Semillero (2025): razões de compressão de blocos 5:1 e slabs 4:1.
- Especificação pública da Carve: saco 100 L de ráfia com QR do lote, umidade máxima 18 %, fardos prensados de fibra, retirada na planta como condição padrão. Ver fatos da empresa.