Biorretentor de fibra de coco, D20 a D40, conforme projeto.
O biorretentor de fibra de coco é um retentor de sedimentos: fibra de coco prensada em rede tubular, instalada em nível no talude para segurar o solo carregado pela chuva. A Carve Substratos fabrica em Paraipaba, Ceará, nos diâmetros de 20, 30 e 40 cm, com fibra da própria fábrica.
Em resumo
- Cilindro flexível de fibra de coco prensada em rede tubular. A norma DNIT 074/2006-ES chama o produto de retentor de sedimentos ou berma artificial.[1]
- Diâmetros D20, D30 e D40. Comprimento da peça, massa de fibra por metro e tipo de rede definidos pelo projeto.
- Enchimento: fibra de coco Carve, versão Natural, 10–40 cm, umidade ≤18%.[3]
- Instalação em nível, transversal à declividade, em valeta de 1/3 da altura da peça, fixada com grampos de aço, madeira ou bambu.[1]
- Na tabela SICRO do DNIT o item é "Retentor de sedimento em fibras vegetais – D = 20 cm", medido por metro.[2]
- Cada peça sai pesada, medida e etiquetada com lote, diâmetro, comprimento e massa.
O que é o biorretentor de fibra de coco
Em talude recém-cortado ou aterrado, a chuva escorre em lâmina, ganha velocidade e leva solo para as valetas, bueiros e cursos d'água. O biorretentor é colocado em linhas de nível atravessando esse escoamento: a água passa pela fibra mais devagar e o sedimento fica retido do lado de cima. Com o tempo, o material acumulado forma uma berma artificial, que segura semente e umidade até a vegetação fechar.[1]
A DNIT 074/2006-ES define os retentores de sedimentos como "produtos industrializados constituídos por fibras vegetais desidratadas, prensadas, e enroladas formando cilindro flexível e resistente".[1] No biorretentor Carve essa fibra é a fibra de coco que a Carve separa do coco seco na fábrica de Paraipaba, com alto teor de lignina, a característica que retarda a decomposição da fibra no solo.[3]
O produto também é chamado de retentor de sedimentos, rolo de fibra de coco ou, em inglês, coir log. Para quem fabrica biomantas ou retentores e compra a fibra como matéria-prima, veja fibra de coco para controle de erosão.
Ficha técnica do biorretentor
Os parâmetros da fibra são as garantias da ficha pública da Fibra de Coco. Os parâmetros da peça (diâmetro, comprimento, massa por metro e rede) são fixados no pedido a partir do projeto e conferidos peça a peça antes da expedição.
Conferência peça a peça
Cada peça é pesada e medida antes da expedição. Peça fora da tolerância acordada no pedido não embarca.
Aplicações do biorretentor
- Taludes de corte e aterro em rodovias e ferrovias. Linhas em nível ao longo da face do talude, o uso descrito na DNIT 074/2006-ES.[1]
- Pé de talude e saídas de drenagem. Na base do talude e em saídas de valetas, descidas d'água e bueiros, onde a água concentra e carrega sedimento.
- Recuperação de áreas degradadas (PRAD). O PRAD segue a Instrução Normativa Ibama nº 14/2024; o SICRO tem composições próprias para recuperação ambiental de pedreiras e áreas degradadas.[5][2]
- Mineração. Pilhas, taludes e acessos em áreas cuja recuperação é exigida pelo Decreto nº 97.632/1989.[6]
- Parques eólicos e linhas de transmissão. Taludes de acessos e plataformas, bases de torres e saídas de bueiros durante e depois da obra.
- Barragens, açudes e canteiros de obra. Taludes, áreas de empréstimo, pilhas de solo e perímetro de canteiro.
Como instalar o biorretentor
- Marcar a linha em nível, no sentido transversal à declividade.[1]
- Abrir uma valeta com profundidade igual a um terço da altura da peça: cerca de 7 cm para D20, 10 cm para D30 e 13 cm para D40.[1]
- Assentar a peça na valeta com as extremidades encostadas na peça vizinha e amarradas, formando um cordão contínuo.
- Fixar com grampos de aço, estacas de madeira ou bambu, com comprimento suficiente para atingir o solo coeso.[1] A composição SICRO 4413017 considera 0,245 kg de grampo de aço CA-50 de 6,3 mm por metro de retentor e produção de 14 m por hora de um servente.[2]
- Recompor e compactar o solo do lado de montante, para a água não passar por baixo da peça.
- Semear ou hidrossemear a montante, conforme o projeto de revegetação.
O espaçamento entre linhas e as inspeções são definidos no projeto ambiental; a DNIT 074/2006-ES deixa o controle e as inspeções a cargo do projeto.[1] Como referência pública de espaçamento, o detalhe técnico da Universidade de Michigan (EUA) para retentores de fibra usa a tabela abaixo.[4]
| Inclinação do talude (H:V) | Espaçamento entre linhas |
|---|---|
| Mais íngreme que 1:1 | 1,5 m (5 pés) |
| 2:1 a 1:1 | 3,0 m (10 pés) |
| 4:1 a 2:1 | 6,1 m (20 pés) |
| 5:1 a 4:1 | 7,6 m (25 pés) |
| Mais suave que 6:1 | 15,2 m (50 pés) |
Fonte: University of Michigan, detalhe SD-SESC Straw Wattle (valores em pés convertidos para metros). Referência para estudo; o espaçamento de obra é o do projeto.
O que o biorretentor não faz
- Não é estrutura de contenção. Não segura talude instável por ruptura profunda e não substitui muro, cortina ou solo reforçado; esses casos pedem projeto geotécnico.
- Não substitui a drenagem. Em fluxo concentrado, como valetas e saídas de bueiro, trabalha junto com o sistema de drenagem do projeto, não no lugar dele.
- É temporário. A fibra se decompõe no solo ao longo do tempo; a função permanente passa para a vegetação estabelecida.
- Não trabalha solto. Sem valeta e sem fixação até o solo coeso, a água passa por baixo ou arrasta a peça.
- Não é especificado por condutividade elétrica. A fibra de enchimento é a versão Natural; CE e grau de lavagem são parâmetros de substrato, não desta aplicação.
Formatos, prazo e entrega
- 01 Peças no diâmetro e comprimento do projeto, com a massa por metro fixada no pedido
- 02 Peças etiquetadas e amarradas em feixes para transporte, sem prensagem que deforme o cilindro
- 03 Prazo de produção e lote mínimo acordados no pedido, conforme metragem e diâmetros
- 04 Ficha técnica e registro de conferência por lote para a fiscalização da obra
O que é medido em cada lote
| Item | O que se mede | Onde fica registrado |
|---|---|---|
| Fibra de enchimento | Umidade do lote de fibra (≤18%) | Registro do lote de fibra |
| Cada peça | Massa, diâmetro e comprimento | Etiqueta da peça e registro do lote |
| Cada peça | Rede sem rasgos, extremidades fechadas, enchimento sem vazios | Registro do lote |
| Ensaios de projeto | Ensaios adicionais pedidos pelo projeto, como tração da rede | Laudo de laboratório externo |
O sistema de lote e QR é o mesmo dos outros produtos da fábrica: veja Qualidade.
Normas, fibra e aplicações
Códigos, unidades e textos das normas públicas.
APLICAÇÃOFibra em fardos para quem fabrica retentores e mantas.
APLICAÇÃOFibra de coco para mantas de talude.
PRODUTOFicha técnica da fibra que enche o biorretentor.
Perguntas frequentes
O que é um biorretentor de fibra de coco?
É um cilindro flexível de fibra de coco prensada dentro de uma rede tubular. A norma DNIT 074/2006-ES chama o produto de retentor de sedimentos ou berma artificial e o define como "produtos industrializados constituídos por fibras vegetais desidratadas, prensadas, e enroladas formando cilindro flexível e resistente". Instalado em nível no talude, ele segura o sedimento carregado pela chuva e forma uma pequena berma onde a vegetação se estabelece.
Quais diâmetros a Carve fornece?
D20, D30 e D40 (20, 30 e 40 cm). O comprimento de cada peça é definido pelo projeto. A DNIT 074/2006-ES cita 0,30 m a 0,45 m como diâmetro usual; a tabela SICRO do DNIT tem item apenas para D = 20 cm.
Quantos quilos de fibra tem um metro de biorretentor?
A massa por metro é fixada no pedido, conforme o projeto. Como referência pública, a composição SICRO 4413017 considera 0,00314 t (3,14 kg) por metro de retentor D = 20 cm, o que corresponde a 100 kg/m³. A massa de cada peça é pesada e impressa na etiqueta.
Como o biorretentor é instalado?
Segundo a DNIT 074/2006-ES, no sentido transversal à declividade, formando um cordão em nível, dentro de uma valeta com profundidade igual a um terço da altura da peça, fixado com grampos de aço, madeira ou bambu longos o bastante para atingir o solo coeso. O espaçamento entre linhas é definido pelo projeto.
O biorretentor substitui a biomanta ou a hidrossemeadura?
Não. São dispositivos complementares: a biomanta cobre a superfície do talude, a hidrossemeadura estabelece a vegetação e o biorretentor interrompe o escoamento em linhas e retém o sedimento. O projeto ambiental define a combinação.
A rede do biorretentor é biodegradável?
Depende da rede escolhida no pedido: rede tubular sintética (polipropileno ou polietileno de alta densidade) ou rede de fibra natural. A escolha é do projeto, conforme o local e o tempo de serviço exigido.
Fontes
- DNIT. Norma DNIT 074/2006-ES, Tratamento ambiental de taludes e encostas por intermédio de dispositivos de controle de processos erosivos, itens 3.8, 5.4.2 e 6. gov.br/dnit (PDF).
- DNIT. SICRO, relatórios analítico e sintético de composições e de materiais, Ceará, abril de 2026: insumo M0129 e composição 4413017 (descrição, unidade, quantidades e produção da equipe; valores monetários não reproduzidos). gov.br/dnit, Relatórios SICRO.
- Carve Substratos, ficha pública Fibra de Coco: comprimento 10–40 cm, umidade ≤18%.
- University of Michigan, detalhe SD-SESC Straw Wattle: valeta, estacas e espaçamento por inclinação. umaec.umich.edu (PDF).
- Ibama. Instrução Normativa nº 14, de 1º de julho de 2024, Projeto de Recuperação de Área Degradada ou Alterada (PRAD). gov.br/ibama.
- Brasil. Decreto nº 97.632, de 10 de abril de 1989 (recuperação de áreas degradadas pela mineração). planalto.gov.br.
- DNIT. Norma DNIT 161/2022-EM, que lista os métodos ABNT NBR ISO de ensaio de geossintéticos, entre eles a ABNT NBR ISO 10319 (tração faixa larga). gov.br/dnit (PDF).
Acesso às fontes em 25 set. 2026. Página publicada em 25 set. 2026 por Carve Biorrefinaria Agroindustrial Ltda, Paraipaba, Ceará.