INTELIGÊNCIA DE MERCADO · COMPARAÇÃO DE SUBSTRATOS

Pó de coco ou casca de arroz carbonizada (CAC): qual escolher

Atualizado em outubro de 2026 · Fontes no fim da página

A casca de arroz carbonizada (CAC) é leve e muito arejada, mas tem pouca água disponível para a planta e pH de 6,3 a 8,6 nos estudos citados[1][2][3]. O pó de coco tem pH de 5,0 a 6,8 e, misturado à CAC, aumenta a água disponível e baixa o pH; num ensaio de morango em vaso, a mistura 1:1 de coco com casca de arroz (o artigo não diz se carbonizada) produziu mais que cada material sozinho[4][2][5].

A Carve fabrica o pó fino de coco em Paraipaba, no Ceará, nas versões Natural, Lavado e Tamponado. Preço na fábrica: R$ 49 por saco de 100 L, com frete de retorno sob cotação; quanto maior o volume, menor o preço. Mínimo de 1 t retirado na fábrica (FOB); entrega (CIF) em carga fechada.

Resposta direta: muito ar contra mais água

  • CAC. Muito ar e pouca água: 0,67 m³/m³ de espaço de aeração e 0,09 m³/m³ de água disponível num estudo da UFRGS[1]. Por isso pede regas frequentes[6].
  • Pó de coco. Mais poros pequenos, que seguram água: com 80% de coco na CAC, a água facilmente disponível subiu de 6% para 20%[2]. O pó fino Carve tem porosidade total acima de 94% e retém ~500 ml/L[7].
  • Onde empatam. Em tomate, fibra de coco e CAC não diferiram na estatística em duas safras[8]. Em alface sem adubo também não (resumo de congresso)[9].
  • Onde a CAC com vermiculita leva vantagem. Em mudas de eucalipto, a CAC com vermiculita 1:1 cresceu mais que a fibra de coco pura, e pôr fibra nas frações finas de CAC reduziu um pouco o crescimento. Pura, porém, a CAC cresceu menos que a fibra de coco pura: 14,18 contra 16,53 cm[3]. Veja pó de coco ou vermiculita.
Mudas de eucalipto em tubetes num viveiro
Mudas de eucalipto em viveiro. Foto: Balaji Kasirajan, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons.

Para outros componentes, veja pó de coco ou turfa e pó de coco ou casca de pinus.

Como a CAC é feita e de onde vem

A CAC é a casca do arroz queimada de forma incompleta, com pouco oxigênio[3]. No carbonizador de tambor descrito pela Embrapa Clima Temperado, cerca de 230 L de casca viram cerca de 150 L, uma redução de cerca de 35%, em geral em até 3 horas. O ponto certo evita casca crua e cinza, e o material sai estéril[10]. A casca equivale a cerca de 20% do peso do arroz no beneficiamento[11]. Por isso a oferta acompanha a lavoura de arroz, que se concentra no Rio Grande do Sul:

EstadoArroz, safra 2025/26 (mil t)Participação no Brasil
Rio Grande do Sul7.821,870,6%
Santa Catarina1.232,611,1%
Paraná153,71,4%
Brasil11.076,2100%

Conab, 12º levantamento da safra 2025/26, estimativa de setembro de 2026[12]. Participação: cálculo a partir dos totais da Conab. Na safra 2024/25, o RS colheu 8.733,2 de 12.757,7 mil t, ou 68,5% (mesmo cálculo)[12].

  • Serra Gaúcha. A Embrapa Uva e Vinho registra que a CAC é o substrato mais usado no morango da região, mas está escasseando por ser queimada em caldeiras, e é cara porque a região não planta arroz[13]. Veja pó de coco na Serra Gaúcha.
  • Paraná. O estado colhe 1,4% do arroz do país (cálculo a partir da Conab)[12]. Para morango e hortaliças na Grande Curitiba, veja pó de coco em Curitiba e no Paraná.
  • Padronização. Os limites citados para a casca são a padronização, o processo de carbonização e as restrições ambientais[5]; a carbonização também tem custo de mão de obra[14].

Casca de arroz carbonizada como substrato: propriedades

PropriedadeCACPó ou fibra de coco (literatura)Pó fino Carve
Densidade136 kg/m³[1]; 101 kg/m³[2]; 150 g/L[11]0,11 g/cm³, fibra de coco verde[8]~90 a 95 kg/m³[7]
Porosidade total0,85 m³/m³[1]; 72%[2]0,91, fibra de coco verde[8]Acima de 94%[7]
Aeração (macroporos)0,67 m³/m³[1]; 57%[2]Não comparável nas fontes consultadasNão publicada
ÁguaDisponível 0,09 m³/m³[1]; facilmente disponível 6%[2]; retenção 53,9%[11]Retenção média de 35% em substrato[4]~500 ml/L[7]
pH6,3[1]; 7,4[11]; 8,1[2]; 8,58[3]5,0 a 6,8[4]; 5,81[3]Medido em cada lote e informado no laudo
CTC37,6 mmolc/dm³[3]; 5,5 meq/dl[11]257,6 mmolc/dm³, mesmo laboratório da CAC[3]Não publicada
NutrientesRica em minerais, sobretudo potássio[10]; N 0,7%, P 0,2%, K 0,3%[11]Baixo teor; pede adubação[8]Adubar conforme a cultura
SanidadeEstéril após a carbonização[10]Não avaliada nas fontes consultadasLaudo por lote

Valores de literatura, com métodos e amostras diferentes. Uma retenção em % de um estudo não se compara com a de outro; compare dentro do mesmo estudo, como na tabela da próxima seção.

  • Por que a CAC seca rápido. Muito espaço de ar e pouca água disponível[1] explicam a irrigação frequente nos sistemas com CAC[6].
  • pH. Vai de 6,3 a 8,6, conforme a fonte[1][11][2][3]. Só os valores acima de 7 (7,4 a 8,58) são alcalinos; a Embrapa Clima Temperado descreve o material como ligeiramente alcalino[10]. O coco fica de 5,0 a 6,8[4].
  • CTC baixa. No mesmo laboratório da Embrapa Florestas, a CAC teve 37,6 e a fibra de coco 257,6 mmolc/dm³[3].

O que muda quando se põe coco na CAC

A Embrapa Florestas, em Colombo-PR, mediu a CAC pura e com 20, 50 e 80% de fibra de coco no mesmo laboratório[2]. Quanto mais coco, mais microporos, mais água facilmente disponível e pH mais baixo.

Mistura (v/v)Densidade (kg/m³)Porosidade total (%)Macro (%)Micro (%)Água facilmente disponível (%)pH
CAC 100%10172571568,1
20% coco + 80% CAC101896227127,6
50% coco + 50% CAC96905733137,1
80% coco + 20% CAC89853649206,2

Kratz et al. (2013), Ciência Florestal[2].

  • Água. A água facilmente disponível passa de 6% na CAC pura para 20% com 80% de coco[2].
  • pH. Cai de 8,1 para 6,2 na mesma troca[2].
  • Ar. Os macroporos ficam perto de 57 a 62% até metade de coco e caem para 36% com 80% de coco[2]. Quem rega pouco ganha com mais coco; quem rega muito pode manter mais CAC.

Morango e tomate: o que dizem os ensaios

Cultura e localTratamentosResultadoFonte
Morango Oso Grande, vasos, Jundiaí-SP (IAC)Fibra de coco granulada; casca de arroz pura*; mistura 1:1163,5; 83,5 e 200,7 g/planta. Melhor: mistura com 3 regas diárias de 1,0 L, 223 g/planta[5]
Morango Oso Grande, travesseiro de 5 dm³ (Embrapa Uva e Vinho)CAC 100%; CAC 90% + engaço 10%368,9 e 819,3 g/planta[13]
Morango, sistema recirculante (UFPel)CAC pura648,5 g/planta e 8,62 kg/m², com irrigação frequente[6]
Morango Albion, calhas, Frederico Westphalen-RS (UFSM)CAC 100%; 75% CAC + 25% substrato comercial de casca de pinus e vermiculitaA CAC pura reduziu a produtividade; a mistura manteve[15]
Tomate, Brasília (Embrapa Hortaliças)Fibra de coco; CAC; casca de arroz crua12,4 e 18,9; 11,6 e 15,2; 9,9 e 11,1 kg/m² (safras 2000 e 2002). Coco e CAC sem diferença estatística[8]
Alface sem adubo, Fortaleza (resumo de congresso)Fibra de coco 100%; CAC 100%; coco/CAC 75:25Massa seca da parte aérea de 0,1920; 0,1852 (sem diferença) e 0,2308, valores como publicados[9]
Eucalyptus camaldulensis, tubete de 55 cm³ (Embrapa Florestas)CAC + vermiculita 1:1; fibra de coco; CAC25,03; 16,53 e 14,18 cm aos 90 dias[3]

* O artigo diz “casca de arroz” e não informa se era carbonizada. Por isso não a tratamos como CAC.

Morangos cultivados em bancada suspensa com substrato, sob estufa
Morango em bancada suspensa com substrato. Foto: Arne Müseler, CC BY-SA 3.0 DE, via Wikimedia Commons.
  • Morango. Em vaso, a casca de arroz pura foi ineficiente e a mistura 1:1 com coco foi a melhor[5]. No Sul, a CAC pura rendeu menos que misturada em travesseiros e calhas[13][15].
  • Tomate. Fibra de coco e CAC deram produtividade estatisticamente igual[8].
  • O que falta. Não encontramos ensaio que compare coco e CAC no morango no RS, em SC ou no PR; o único confronto direto é o de Jundiaí-SP[5].

A recomendação publicada da Carve para morango é o pó Tamponado, com CE abaixo de 0,5 mS/cm[7][16]. Veja pó de coco para morango e quantos litros de substrato por planta de morango.

Quando escolher cada um, e quando misturar

  • CAC. Em região de arroz, com oferta perto da propriedade, e em sistemas que aceitam regas frequentes[6]. A casca pode ser usada por vários ciclos[14]; veja também como reutilizar substrato de coco.
  • Pó de coco. Onde a CAC está escassa ou cara, como na Serra Gaúcha[13], e em vasos e sacos que precisam guardar água entre regas[5].
  • Mistura. Coco e casca de arroz 1:1 foi a melhor opção no morango em vaso[5]. De 20 a 80% de coco na CAC, a tabela acima mostra quanto muda a água e o pH[2].
UsoVersão recomendadaPor quê
Morango em substratoTamponadoCE < 0,5 mS/cm, com cálcio no tamponamento
Hortaliças em bandejaLavadoCE < 0,7 mS/cm para mudas jovens
Mudas de eucaliptoNaturalCE de 0,8 a 1,5 mS/cm, com adubação de base

Faixas de CE e culturas conforme a ficha técnica do Pó Fino de Coco e o guia de tratamentos da Carve[7][16]. A CE de cada lote vai no laudo. A diferença entre os tratamentos está em pó de coco lavado ou natural.

Como especificar CAC e pó de coco

  • CAC: carbonização. Uniforme, sem casca crua e sem cinza[10].
  • CAC: pH do lote. Varia de 6,3 a 8,6 entre os estudos[1][3]; peça a medida antes de montar a fertirrigação.
  • Pó de coco: versão. Tamponado para morango; Natural ou Lavado conforme a cultura e a CE (1:5) aceita[7][16].
  • Pó de coco: físico. Malha ~4,13 mm, umidade ≤ 18% e densidade ~90 a 95 kg/m³[7].
  • Pó de coco: volume. Saco de 100 L com 9 a 9,5 kg; 1 kg rende de 10,5 a 11 L[17].
  • Laudo. CE, pH, umidade, densidade e granulometria por lote. Veja o que vem no laudo do lote e a ficha do Pó Fino de Coco.

Comprar do Ceará estando no Sul e no Sudeste

O pó de coco é leve: qualquer caminhão enche de volume antes de chegar ao limite de peso, e uma carreta de 140 m³ leva de 12,6 a 13,3 t[17]. Por isso o frete é cobrado por viagem, e o custo por saco depende de quantos sacos cabem no veículo.

DestinoDistância rodoviária desde Paraipaba-CE
São Paulo-SP~3.150 km
Curitiba-PR~3.530 km
Caxias do Sul-RS~4.040 km
Porto Alegre-RS~4.260 km

Distâncias: OSRM sobre OpenStreetMap, 13 out. 2026[19]. O prazo de cada carga vem na cotação.

  • Frete de retorno. Muitos caminhões sobem ao Nordeste com carga e voltam vazios ao Sul e ao Sudeste; esse fluxo costuma dar a melhor condição[18].
  • Carga cheia. Peça a cotação para o veículo de maior volume útil e divida o frete pelo número de sacos.
  • Carga prensada. A compactação de 2:1 a 4:1 leva mais volume por viagem; o formato é definido em contrato[18].
  • Entregas programadas. Uma carga por mês, combinada antes da safra, evita faltar substrato no meio do ciclo.

Detalhes em frete e prazo a partir do Ceará e quantos sacos cabem numa carreta.

O pó fino de coco, em resumo

ParâmetroPó Fino de Coco Carve
Matéria-primaMesocarpo de coco seco maduro (Cocos nucifera L.), processado em Paraipaba, Ceará
GranulometriaClassificado em peneira rotativa, malha ~4,13 mm
Umidade≤ 18% na expedição
Densidade aparente~90 a 95 kg/m³ solto; valor do lote impresso no saco
Retenção de água~500 ml/L
CE (1:5)Natural 0,8 a 1,5 · Lavado < 0,7 · Tamponado < 0,5 mS/cm, medida em todo lote
EmbalagemSaco de 100 L de ráfia, com QR do lote
Laudo do loteCE, pH, umidade, densidade e granulometria

Ficha técnica completa em Pó Fino de Coco; leitura do laudo em o que vem no laudo do lote.

Como pedir a cotação

Mande estes quatro dados pelo WhatsApp ou pelo formulário:

  1. Cultura e recipiente. O que você produz e em quê: tubete, bandeja, sacola, slab, vaso ou canal.
  2. Volume. Quantos sacos de 100 L ou metros cúbicos por mês ou por safra, e quando a primeira carga precisa chegar.
  3. Versão. Natural, Lavado ou Tamponado, ou a CE máxima que o seu substrato aceita.
  4. Entrega. A cidade de destino em qualquer estado e se você retira na planta ou prefere que a Carve cote o frete de retorno.

Preço na fábrica: R$ 49 por saco de 100 L, com frete de retorno sob cotação; quanto maior o volume, menor o preço. Mínimo de 1 t retirado na fábrica (FOB); entrega (CIF) em carga fechada. Amostra técnica disponível conforme o perfil do cliente. Veja como o preço se forma em preço do pó de coco e as condições por volume em pó de coco no atacado.

Perguntas frequentes

O que substitui a casca de arroz carbonizada?

O pó de coco, puro ou misturado à CAC. Na Embrapa Florestas, pôr coco na CAC aumentou a água facilmente disponível e baixou o pH. Na Serra Gaúcha, a Embrapa registra que a CAC está escassa e cara.

Qual o pH da casca de arroz carbonizada?

De 6,3 a 8,6 nos estudos citados, conforme o lote. O substrato de coco fica entre 5,0 e 6,8.

A casca de arroz carbonizada retém umidade?

Pouco. Num estudo da UFRGS, teve 0,09 m³/m³ de água disponível e 0,67 m³/m³ de ar. Por isso pede regas mais frequentes.

Casca de arroz carbonizada ou fibra de coco: qual dá mais produção?

Depende da cultura. Em tomate, as duas deram produtividade estatisticamente igual. Em morango em vaso, a mistura 1:1 de coco e casca de arroz foi a melhor.

A CAC é inerte ou tem nutrientes?

Tem minerais. Uma análise da Embrapa Meio-Norte achou N 0,7%, P 0,2% e K 0,3%, e a Embrapa Clima Temperado descreve a CAC como rica em minerais, sobretudo potássio. A CTC é baixa, e o material sai estéril da carbonização.

Qual usar no morango semi-hidropônico?

A CAC pura rendeu menos que misturada em calhas e travesseiros. A recomendação publicada da Carve para morango é o pó Tamponado, com CE abaixo de 0,5 mS/cm, puro ou em mistura.

Fontes

  1. Schmitz, J.A.K.; Souza, P.V.D.; Kämpf, A.N. (2002). Ciência Rural 32(6): 937-944, UFRGS. Dados usados: CAC de Guaíba-RS com densidade seca de 136 kg/m³, porosidade total de 0,85 m³/m³, espaço de aeração de 0,67 m³/m³, água disponível de 0,09 m³/m³ e pH 6,3. redalyc.org
  2. Kratz, D. et al. (2013). Substratos renováveis na produção de mudas. Ciência Florestal 23(4): 607-621, Embrapa Florestas, Colombo-PR. Dados usados: CAC pura e misturas com 20, 50 e 80% de fibra de coco: densidade, porosidade total, macro e microporosidade, água facilmente disponível e pH. alice.cnptia.embrapa.br
  3. Kratz, D.; Wendling, I. (2016). Revista Ceres 63(3): 348-354, mudas de Eucalyptus camaldulensis em tubetes de 55 cm³, Embrapa Florestas. Dados usados: altura aos 90 dias de 25,03 cm (CAC + vermiculita média 1:1), 16,53 cm (fibra de coco) e 14,18 cm (CAC); CTC de 37,6 (CAC), 127,2 (CAC + vermiculita 1:1) e 257,6 mmolc/dm³ (fibra de coco); pH 8,58 (CAC), 8,12 (CAC + vermiculita) e 5,81 (fibra de coco); porosidade total da fibra de coco 58,67%; sementes cobertas com cerca de 0,5 cm de vermiculita fina; carbonização por combustão incompleta. redalyc.org
  4. Miranda, F.R. et al. (2023). Tomate cereja em substrato. Embrapa Agroindústria Tropical, Circular Técnica 51. Dados usados: substrato de fibra de coco com pH de 5,0 a 6,8 e capacidade média de retenção de água de 35%. infoteca.cnptia.embrapa.br
  5. Zorzeto, T.Q. et al. (2016). Bragantia 75(2): 222-229, IAC, Jundiaí-SP. Dados usados: morango Oso Grande em vaso com 163,5 g/planta em fibra de coco granulada, 83,5 g/planta em casca de arroz pura e 200,7 g/planta na mistura 1:1; melhor resultado, 223 g/planta, na mistura com 3 regas diárias de 1,0 L; limitações da casca: padronização, carbonização e restrições ambientais. redalyc.org
  6. Armesto, R.S. et al. (2015). Anais do SIEPE, UFPel. Dados usados: morango em CAC em sistema recirculante com 648,5 g/planta e 8,62 kg/m²; irrigação frequente pela baixa retenção de água da CAC. anais-siiepe.ufpel.edu.br
  7. Carve, especificação de produto: Pó Fino de Coco, versões Natural (CE 0,8-1,5 mS/cm, 1:5), Lavado (< 0,7 mS/cm) e Tamponado (< 0,5 mS/cm), CE medida por lote; malha ~4,13 mm; umidade ≤ 18%; densidade aparente ~90-95 kg/m³ solto; retenção ~500 ml/L; porosidade total acima de 94% (valor de literatura Embrapa para pó de coco, indicado na ficha técnica); saco de 100 L com QR do lote; pedido mínimo de 1 t retirado na fábrica (FOB), entrega (CIF) em carga fechada; preço de lista R$ 49 por saco de 100 L. carvebio.com.br/po-fino
  8. Carrijo, O.A. et al. (2003). Embrapa Hortaliças, Comunicado Técnico 19, que reproduz Carrijo, Liz e Makishima (Horticultura Brasileira 20(4): 533-535, 2002). Dados usados: fibra de coco verde com densidade de 0,11 g/cm³, porosidade total de 0,91 e relação C/N de 74,1, com baixo teor de nutrientes; tomate em Brasília com 12,4 e 18,9 kg/m² em fibra de coco, 11,6 e 15,2 kg/m² em CAC (sem diferença estatística) e 9,9 e 11,1 kg/m² em casca de arroz crua, safras de 2000 e 2002. infoteca.cnptia.embrapa.br
  9. Rodrigues, W. et al. (2011). Cadernos de Agroecologia 6(2), resumo de congresso, UFC. Dados usados: mudas de alface americana em bandeja de 128 células, sem adubação; massa seca da parte aérea de 0,8080 (vermiculita), 0,1920 (fibra de coco 100%), 0,1852 (CAC 100%, sem diferença da fibra) e 0,2308 (fibra/CAC 75:25), valores como publicados. revista.aba-agroecologia.org.br
  10. Embrapa Clima Temperado (1998). Carbonização da casca de arroz para utilização em substratos destinados à produção de mudas. Pelotas. Dados usados: pH ligeiramente alcalino, riqueza em minerais, sobretudo potássio, e baixa retenção de água; material estéril após a carbonização; carbonizador de tambor em que cerca de 230 L de casca viram cerca de 150 L (redução de cerca de 35%), em geral em até 3 h, sem deixar casca crua nem cinza. infoteca.cnptia.embrapa.br
  11. Embrapa Meio-Norte (1995). Descrição e utilização de um carbonizador de cascas de arroz. Comunicado Técnico. Dados usados: CAC com densidade seca de 150 g/L, retenção de água de 53,9%, CTC de 5,5 meq/dl, pH 7,4, N 0,7%, P 0,2% e K 0,3%; casca com cerca de 20% do peso do arroz. infoteca.cnptia.embrapa.br
  12. Conab (2026). Boletim da Safra de Grãos, 12º levantamento, safra 2025/26, planilha Arroz Total, estimativa de setembro de 2026. Dados usados: Brasil 11.076,2 mil t; RS 7.821,8; SC 1.232,6; PR 153,7 mil t; safra 2024/25: RS 8.733,2 de 12.757,7 mil t. gov.br/conab
  13. Melo, G.W. et al. (2010). FertBio 2010, Embrapa Uva e Vinho. Dados usados: CAC é o substrato mais usado no morango da Serra Gaúcha, está escasseando por ser usada em caldeiras e é cara porque a região não planta arroz; morango Oso Grande em travesseiro de 5 dm³ com 368,9 g/planta em CAC pura e 819,3 g/planta em 90% CAC + 10% engaço. alice.cnptia.embrapa.br
  14. Signorini, C.B. et al. (2019). Anais do SIEPE, UFPel. Dados usados: no RS, a casca de arroz ainda é o substrato mais usado no cultivo sem solo; a carbonização eleva a retenção de água, mas tem problemas ambientais e de mão de obra; o substrato pode ser usado por vários ciclos. anais-siiepe.ufpel.edu.br
  15. Pinheiro, M.V.M. et al. (2022). Research, Society and Development 11(14), UFSM Frederico Westphalen. Dados usados: morango Albion em calhas; CAC pura reduziu a produtividade; 75% CAC + 25% de substrato comercial (casca de pinus e vermiculita) manteve a produção; CAC citada como o substrato mais usado no morango do Sul do Brasil. rsdjournal.org
  16. Carve, guia de escolha do tratamento: Natural (sem lavagem), Lavado (2 a 3 ciclos de água doce) e Tamponado (lavado e tratado com nitrato de cálcio), com as culturas indicadas para cada um. carvebio.com.br/guia/po-de-coco-lavado-ou-natural
  17. Carve, guias de carga e rendimento: carreta de 140 m³ com cerca de 1.400 sacos de 100 L e 12,6 a 13,3 t; saco de 100 L com 9 a 9,5 kg; 1 kg com 10,5 a 11 L. carvebio.com.br/guia/carreta-de-po-de-coco-sacos-e-peso
  18. Carve, guia de frete e prazo a partir do Ceará: retirada na planta como condição padrão, frete cotado por destino e por viagem, carga limitada por volume; caminhões que sobem ao Nordeste com carga e voltam vazios ao Sudeste dão a melhor condição para o Sul e o Sudeste; carga prensada de 2:1 a 4:1 definida em contrato. carvebio.com.br/guia/frete-e-prazo-po-de-coco-ceara
  19. OSRM (Open Source Routing Machine) sobre dados do OpenStreetMap: rota rodoviária mais rápida do centro urbano de Paraipaba-CE ao centro de São Paulo-SP, Curitiba-PR, Caxias do Sul-RS e Porto Alegre-RS, consultada em 13 de outubro de 2026 e arredondada para a dezena de quilômetros. A rota de um caminhão pode diferir por restrição de peso, pedágio ou escolha da transportadora.

Página mantida pela equipe técnica Carve. Distâncias e números são reproduzidos como publicados pelas fontes citadas. Correções e fontes adicionais: comercial@carvebio.com.br.

Pó de coco no lugar da CAC, ou junto com ela

Envie a cultura, o sistema (vaso, saco, calha ou bandeja), o volume e a cidade de entrega. Preço na fábrica: R$ 49 por saco de 100 L, com frete de retorno sob cotação; quanto maior o volume, menor o preço.

Formulário de cotação